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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Comissão aprova projeto que limita aumento de verbas do Fundo Partidário

Os partidos políticos no Brasil contam com verbas públicas para custear atividades. Isso se dá pelo chamado Fundo Partidário, cujo principal critério de distribuição é o número de votos recebidos nas eleições para a Câmara dos Deputados. Mas, em 2015, as verbas destinadas ao fundo triplicaram, saltando dos R$ 289 milhões previstos inicialmente para R$ 868 milhões aprovados na Lei Orçamentária. Isso ocorreu paralelamente ao Supremo Tribunal Federal ter proibido as doações de empresas para partidos políticos.
Na sociedade e entre os políticos houve muita gente que não concordou e, no mesmo ano, o deputado Laercio Oliveira, do Solidariedade de Sergipe, apresentou projeto de lei para impedir aumentos no Fundo Partidário que ultrapassassem a inflação do ano anterior. Na Comissão de Finanças e Tributação, o relator, deputado Hildo Rocha, do PMDB do Maranhão, recomendou a aprovação do projeto, e seu parecer foi acatado por unanimidade. O deputado acredita que mais recursos poderiam ser destinados à saúde e educação, e afirma que falta transparência no uso do Fundo Partidário:
"Ninguém sabe onde os partidos colocam esse dinheiro, a não ser quando é transferido para algum candidato. Tem dirigente partidário que vive desse dinheiro do Fundo Partidário, tem 20 anos que estão na presidência, na direção de partidos políticos, e ficam muitos deles, inclusive, se revezando com parentes, que são donos de partidos políticos."
Tramitavam em conjunto com o projeto aprovado duas outras proposições que foram rejeitadas, conforme parecer do relator. Uma delas previa o fim das verbas orçamentárias para o Fundo Partidário, que deveria ser formado apenas das multas aplicadas aos partidos ou doações. O outro projeto também limitava o aumento do Fundo Partidário à inflação, mas tomava como base o ano de 2012, quando os recursos ainda eram praticamente um terço dos valores de 2015. Todos os projetos, o aprovado e os rejeitados, ainda seguem para apreciação da Comissão de Constituição e Justiça.
Reportagem – Lincoln Macário

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